Checklist antes de protocolar o pedido de marca no INPI

Introdução

Depois do protocolo, boa parte do pedido não pode mais ser corrigida. O nome da marca, o titular e a forma de apresentação, por exemplo, não mudam no mesmo processo: se estiverem errados, o caminho costuma ser um novo pedido, com nova taxa e nova data.

Por isso, este checklist registro de marca foi pensado para a etapa final, quando a decisão de registrar já está tomada. Ele não repete o passo a passo do sistema do INPI nem a lista de documentos, que estão em artigos próprios. O foco é o que conferir antes de clicar em “protocolar”, quanto isso custa e como funciona a contratação de quem conduz o pedido.

Neste artigo

Checklist registro de marca: os 10 itens

Use este checklist registro de marca na ordem: os primeiros itens definem o que será protegido, os últimos garantem que o pedido ande.

1. A pesquisa de anterioridade foi feita de verdade

Não basta buscar o nome exato. É preciso procurar marcas parecidas na grafia, no som e na ideia, nas classes do seu negócio e nas classes afins. O método está no guia de pesquisa de anterioridade.

2. O nome tem distintividade

Nomes que apenas descrevem o produto (“Pão Caseiro”, “Limpeza Rápida”) tendem a ser indeferidos ou a ter proteção fraca. Vale conferir se a marca não cai em uma das proibições do art. 124 da Lei de Propriedade Industrial, como sinais genéricos, descritivos ou que induzam a erro.

3. As classes certas foram escolhidas

Cada classe é um pedido e uma taxa. Escolher classe de menos deixa áreas do negócio sem proteção; escolher classe errada pode significar pagar por uma proteção que não serve. O guia de classes de Nice ajuda a conferir.

4. A especificação descreve o que você faz

Dentro de cada classe, é preciso listar os produtos ou serviços. A especificação pré-aprovada costuma ser mais rápida e mais barata; a livre permite descrever melhor, mas pode gerar exigência. A comparação está no artigo sobre especificação pré-aprovada e livre preenchimento.

5. A forma de apresentação foi decidida

Nominativa (só o nome), mista (nome com logotipo) ou figurativa (só o desenho). A escolha muda o alcance da proteção. Se o logotipo ainda pode mudar nos próximos meses, muitas empresas começam pela nominativa.

6. O arquivo do logotipo está no padrão

Para marca mista ou figurativa, a imagem precisa estar no formato e no tamanho exigidos pelo INPI, sem elementos que não fazem parte da marca (como mockups, fundos de foto ou textos de rodapé). A imagem enviada é a marca que será protegida.

7. O titular é a pessoa certa

A marca pertence a quem aparece como titular. Pedido no CPF de um sócio, quando a marca é da empresa, costuma virar problema em sociedade, venda do negócio ou separação. A LPI também exige que o titular exerça atividade ligada aos produtos ou serviços pedidos (art. 128).

8. Documentos e cadastro estão em dia

Cadastro no sistema do INPI feito com os dados do titular correto e documentos prontos, como mostra o artigo sobre documentos para registrar marca no INPI.

9. A guia é a correta e foi paga pelo canal oficial

A guia de recolhimento (GRU) precisa corresponder ao serviço e ao número de classes, e o desconto, quando cabível, só vale para quem tem direito. Boletos que chegam por e-mail ou correspondência em nome do INPI merecem desconfiança: o artigo sobre o golpe do registro de marca mostra como identificar. A emissão segura está no guia da GRU do INPI.

10. Há um plano para acompanhar o processo

Depois do protocolo, o INPI publica as decisões na Revista da Propriedade Industrial (RPI), e exigências e oposições têm prazo para resposta. Perder um prazo pode levar ao arquivamento do pedido. Saber quem vai acompanhar é parte do checklist registro de marca, como explica o artigo sobre como acompanhar o pedido na RPI.

Checklist registro de marca em uma tabela

ItemPergunta para conferirRisco se falhar
PesquisaBusquei nomes parecidos, não só o idêntico?Indeferimento ou oposição
DistintividadeO nome não só descreve o produto?Indeferimento ou proteção fraca
ClassesTodas as áreas do negócio estão cobertas?Concorrente registra na classe que faltou
EspecificaçãoDescreve o que eu realmente vendo?Exigência ou proteção inútil
ApresentaçãoNominativa, mista ou figurativa?Proteção diferente da esperada
LogotipoA imagem está limpa e no padrão?Proteção de uma imagem errada
TitularÉ quem deve ser o dono da marca?Conflito societário ou familiar
DocumentosCadastro e dados conferidos?Exigência e atraso
GuiaGRU correta, paga no canal oficial?Pedido não processado ou golpe
AcompanhamentoQuem vai olhar a RPI?Arquivamento por prazo perdido

Quanto custa e quanto tempo leva

Fora do checklist registro de marca, mas parte da decisão, o custo tem duas partes: as taxas oficiais do INPI, cobradas por classe no pedido, e os honorários de quem conduz o processo, se houver. Desde a Portaria 110/2025, a concessão do primeiro decênio não tem mais taxa: depois do deferimento, não há guia de concessão a pagar. Os valores atualizados estão no artigo sobre quanto custa registrar marca no INPI.

O prazo até a decisão varia conforme a fila do INPI, a classe, a existência de oposição e as exigências. Um pedido bem preparado não garante rapidez, mas costuma evitar atrasos que dependem do próprio requerente.

Fazer sozinho ou com advogado

A lei não exige advogado para pedir marca no INPI. Quem tem tempo e familiaridade com o sistema pode protocolar por conta própria.

No checklist registro de marca, o apoio profissional costuma fazer mais diferença nos itens que pedem análise jurídica: a pesquisa de colidência (item 1), a distintividade (item 2), a estratégia de classes (itens 3 e 4) e a escolha do titular (item 7). Também ajuda no acompanhamento, quando surge exigência, oposição ou indeferimento.

Como funciona a contratação

Com a nossa equipe, a contratação costuma seguir estas etapas:

  1. Conversa inicial para entender o negócio, o nome e onde a marca é usada.
  2. Pesquisa de anterioridade e parecer sobre a viabilidade do registro.
  3. Proposta com as classes recomendadas, as taxas oficiais e os honorários, por escrito.
  4. Protocolo do pedido com o titular, a especificação e a apresentação definidos.
  5. Acompanhamento do processo na RPI até a decisão, com aviso sobre prazos.

Os critérios que influenciam os honorários estão no artigo sobre honorários para registro de marca. O atendimento pode ser feito a distância, para qualquer lugar do Brasil.

Como nossa equipe pode ajudar

Nossa equipe atua em registro de marcas, com a Dra. Sarah Fiorot como advogada responsável. Revisamos cada item deste checklist registro de marca antes do protocolo e acompanhamos o pedido no INPI, sem promessa de resultado. Conheça a página de registro de marcas ou fale no WhatsApp.

Perguntas frequentes

Dá para corrigir o pedido de marca depois do protocolo?

Alguns ajustes são possíveis, como restringir a especificação. Mas elementos centrais, como o sinal da marca e a forma de apresentação, em regra não podem ser alterados no mesmo pedido. Por isso o checklist registro de marca antes do protocolo é tão importante.

Preciso ter CNPJ para fazer o pedido?

Não necessariamente. Pessoa física também pode ser titular, desde que exerça atividade ligada aos produtos ou serviços do pedido. A escolha entre CPF e CNPJ deve considerar quem é, de fato, o dono do negócio.

Fiz a pesquisa e não achei nada igual. O registro está garantido?

Não. Cumprir o checklist registro de marca reduz o risco, mas o INPI faz a própria análise de colidência e de distintividade, e terceiros podem apresentar oposição. A decisão depende do exame do pedido.

Fontes oficiais

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado.

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