Introdução
Quem procura um advogado de família quase nunca está num momento tranquilo. Separação, pensão, guarda dos filhos ou partilha de bens mexem com a rotina, com o dinheiro e com as emoções ao mesmo tempo. Por isso é comum sair da primeira conversa com a sensação de ter esquecido de perguntar justamente o que mais importava. Não por acaso, buscas como “primeira consulta advogado de família” estão entre as mais comuns de quem está nesse momento.
Este guia organiza a primeira consulta com advogado de família em três partes: o que levar, o que contar e o que perguntar. Não é preciso ter tudo em mãos para marcar a conversa, mas quanto mais completo for o quadro, mais concreta tende a ser a orientação.
Neste artigo
- Checklist da primeira consulta: advogado de família e documentos por caso
- O que contar ao advogado
- O que perguntar na primeira conversa
- Consulta presencial ou online
- Quanto custa e se existe alternativa gratuita
- Perguntas frequentes
Checklist da primeira consulta: advogado de família e documentos por caso
Alguns documentos servem para quase todo caso: documento de identidade e CPF, comprovante de residência, certidão de casamento ou escritura de união estável (se houver) e certidão de nascimento dos filhos. A partir daí, a lista muda conforme o assunto.
| Tipo de caso | O que costuma ser útil levar |
|---|---|
| Divórcio ou dissolução de união estável | Certidão de casamento atualizada ou escritura de união estável, pacto antenupcial, lista de bens com documentos (matrículas, CRLV, extratos), lista de dívidas |
| Pensão alimentícia | Comprovantes dos gastos dos filhos (escola, saúde, alimentação, moradia), indícios da renda de quem vai pagar, decisão ou acordo anterior se existir |
| Guarda e convivência | Rotina atual dos filhos, histórico escolar e de saúde, mensagens relevantes entre os pais, eventual boletim de ocorrência ou medida protetiva |
| Reconhecimento ou investigação de paternidade | Certidão de nascimento, fotos, mensagens e outros sinais do vínculo, dados do suposto pai |
| Revisão ou cobrança de pensão | Decisão ou acordo que fixou o valor, comprovantes de pagamento ou de atraso, prova da mudança de situação financeira |
Para o caso específico de pensão, o artigo sobre documentos para entrar com ação de pensão alimentícia detalha cada item.
Uma dica prática: leve cópias ou fotos legíveis no celular e escreva, em uma folha, uma linha do tempo com as datas principais (casamento ou início da união, nascimento dos filhos, separação de fato, compra dos bens). Isso economiza tempo e evita esquecimentos.
O que contar ao advogado
A primeira consulta funciona melhor quando o advogado conhece a história inteira, inclusive a parte que parece desfavorável. Alguns pontos que costumam fazer diferença:
- Se já existe processo, acordo ou medida protetiva entre as partes, ainda que antiga.
- Como está a situação hoje: quem mora onde, com quem estão os filhos, quem paga o quê.
- Conversas já feitas com a outra parte e se há chance real de acordo.
- Bens e dívidas no nome de terceiros, empresas familiares e rendas informais.
- O que você quer de verdade: resolver rápido, preservar a convivência com os filhos, proteger um bem específico.
O advogado tem dever de sigilo sobre tudo o que for dito, previsto no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) e no Código de Ética da OAB. Esconder um fato relevante na consulta costuma gerar surpresa depois, quando ele aparece no processo trazido pela outra parte.
O que perguntar na primeira conversa
Uma boa consulta termina com você entendendo os próximos passos. Perguntas que ajudam:
- Quais são os caminhos possíveis no meu caso? Acordo, cartório ou processo judicial, e o que muda em cada um.
- Quanto tempo isso costuma levar? A resposta sempre será uma estimativa, porque depende da outra parte e do andamento da Justiça.
- Quais são os riscos? Um bom profissional fala também do que pode não sair como você espera.
- Como são cobrados os honorários? Valor, forma de pagamento, o que está incluído e o que é cobrado à parte (custas, perícias, recursos). O artigo sobre honorários advocatícios em Direito de Família explica os modelos mais usados.
- Quem vai acompanhar o caso e como será a comunicação? Canal, frequência de atualização e com quem falar em caso de urgência.
- O que preciso providenciar agora? Documentos que faltam, cuidados com mensagens e redes sociais, o que evitar enquanto o caso não começa.
Desconfie de quem garante o resultado logo na primeira conversa. Em Direito de Família, o desfecho depende das provas, da postura da outra parte e da avaliação do juiz, e nenhum profissional sério pode prometer uma decisão.
Consulta presencial ou online
A consulta por videochamada se tornou comum e costuma funcionar bem para a maioria dos casos, principalmente quando as partes moram em cidades diferentes. Os documentos podem ser enviados antes, por meio digital, e a assinatura de contrato e procuração pode ser feita de forma eletrônica. Em alguns casos, como divórcio em cartório, também existem atos que podem ser realizados por videoconferência.
Quanto custa e se existe alternativa gratuita
A consulta pode ser cobrada, e as tabelas de honorários das seccionais da OAB trazem valores de referência. Alguns escritórios abatem o valor da consulta dos honorários caso o serviço seja contratado. Para ter uma noção do custo total de um processo, o artigo sobre quanto custa um divórcio mostra o que compõe o valor.
Quem não tem condições de arcar com as custas do processo pode pedir a gratuidade da justiça, e quem não pode pagar advogado pode buscar a Defensoria Pública do seu estado.
Como nossa equipe pode ajudar
Nossa equipe atua em Direito de Família, com a Dra. Sarah Fiorot como advogada responsável, e atende de forma presencial ou online. Na primeira conversa, analisamos os documentos, explicamos os caminhos possíveis e os custos envolvidos, sem promessa de resultado. Conheça a página de advogado de família. Para agendar, fale no WhatsApp ou fale com um advogado.
Perguntas frequentes
Preciso levar todos os documentos na primeira consulta?
Não. Os documentos ajudam a orientação a ser mais precisa, mas a consulta pode acontecer com o que você tiver. O advogado indica o que falta e como conseguir.
Posso levar outra pessoa comigo na consulta?
Pode, se você se sentir mais seguro. Vale lembrar que alguns assuntos são delicados, e às vezes é melhor conversar a sós com o advogado em parte da reunião.
A outra parte fica sabendo que eu procurei um advogado?
Não pela consulta. O advogado tem dever de sigilo, e nada é comunicado à outra parte sem que você decida dar o próximo passo.
Fontes oficiais
- Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/1994)
- Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), arts. 98 a 102, gratuidade da justiça
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado.

