Quanto custa a dissolução de união estável: cartório, processo e honorários

Introdução

Quando a relação acaba, a pergunta prática aparece logo: quanto custa dissolução de união estável? A resposta honesta é que não existe um valor fixo. O custo final soma taxas de cartório ou custas judiciais, eventuais impostos sobre a partilha e os honorários do advogado, que é obrigatório nos dois caminhos.

Este artigo mostra cada um desses itens, o que faz o valor subir ou cair e como se preparar para gastar menos. Os números exatos variam conforme o estado, o patrimônio e o caso concreto.

Neste artigo

Os quatro componentes do custo

ComponenteQuando apareceDo que depende
Emolumentos do cartórioDissolução por escritura públicaTabela do estado e valor dos bens
Custas judiciaisDissolução pela JustiçaTabela do tribunal e valor da causa
Impostos (ITCMD ou ITBI)Partilha desigual dos bensLei do estado ou do município
Honorários advocatíciosSempreComplexidade, patrimônio e acordo

Somam-se a isso despesas menores, como certidões, registro da escritura no cartório de imóveis e, em alguns casos, avaliação de bens.

Quanto custa dissolução de união estável no cartório

O Código de Processo Civil permite, no art. 733, a dissolução consensual de união estável por escritura pública, desde que o casal esteja de acordo e com a presença de advogado. Normas do CNJ ampliaram as hipóteses de uso do cartório também quando há filhos menores, desde que as questões de guarda, convivência e pensão já estejam resolvidas na Justiça. Vale confirmar no caso concreto se o cartório aceita.

O valor da escritura é definido pela tabela de emolumentos de cada estado. Em geral:

  • Sem bens a partilhar, a escritura costuma ter valor fixo e mais baixo.
  • Com bens, o valor tende a subir conforme o patrimônio declarado, porque muitas tabelas cobram por faixa de valor.
  • Se a união nunca foi formalizada, é possível fazer o reconhecimento e a dissolução na mesma escritura, o que pode alterar o valor.

Depois, quando há imóvel, é preciso registrar a partilha no cartório de imóveis, com custo próprio. Os documentos que o cartório pede estão no artigo sobre documentos para dissolução de união estável.

Quanto custa a dissolução pela Justiça

A via judicial é necessária quando não há acordo, e pode ser usada também na dissolução consensual. Os custos costumam incluir:

  • Custas iniciais, calculadas sobre o valor da causa conforme a tabela de cada tribunal.
  • Perícias e avaliações, quando há disputa sobre o valor de bens ou sobre a data de início da união.
  • Honorários de sucumbência, que podem ser fixados contra a parte vencida.

Quem não tem condições de arcar com as custas sem prejuízo do próprio sustento pode pedir a justiça gratuita (CPC, arts. 98 a 102). Ela dispensa custas e despesas processuais, mas não cobre os honorários do advogado particular contratado.

Na prática, a dissolução litigiosa tende a custar mais e a demorar mais do que a consensual, porque envolve mais atos, audiências e, muitas vezes, recursos.

Impostos que podem aparecer na partilha

Na regra, dividir os bens comuns em partes iguais não gera imposto. O imposto pode surgir quando um dos dois fica com mais do que a sua metade:

  • Se o excesso for sem compensação (doação ao outro), pode incidir o ITCMD, imposto estadual.
  • Se o excesso for compensado com dinheiro (um paga ao outro a diferença), pode incidir o ITBI sobre imóveis, imposto municipal.

As alíquotas e as regras mudam de um lugar para outro. Por isso, simular a partilha antes de fechar o acordo ajuda a evitar surpresas. Como a divisão é feita está explicado no artigo sobre partilha de bens na união estável.

Honorários do advogado

O advogado é obrigatório tanto no cartório quanto na Justiça, e pode ser um só para o casal quando há acordo. Os honorários variam conforme:

  • Existência e volume de bens.
  • Necessidade de reconhecer a união antes de dissolvê-la.
  • Questões envolvendo filhos (guarda, convivência e pensão).
  • Grau de conflito entre o casal.

As seccionais da OAB publicam tabelas com valores de referência, que servem de parâmetro. A forma de cobrança é detalhada no artigo sobre honorários em Direito de Família. Para uma comparação com o fim do casamento, veja também quanto custa um divórcio.

Como reduzir o custo

  • Buscar acordo. A via consensual costuma ser a mais barata e a mais rápida.
  • Organizar os documentos antes. Menos idas ao cartório e menos pedidos de complementação.
  • Planejar a partilha para evitar diferença de valores que gere imposto, quando isso fizer sentido para os dois.
  • Avaliar a gratuidade quando a situação financeira justificar.
  • Resolver tudo de uma vez, incluindo bens, pensão e filhos, em vez de abrir discussões separadas depois.

Como nossa equipe pode ajudar

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Perguntas frequentes

Dá para fazer a dissolução de união estável sem advogado?

Não. A lei exige advogado tanto na escritura pública quanto no processo judicial. Quando há acordo, o casal pode ter um único advogado.

A dissolução sem bens é mais barata?

Costuma ser. No cartório, a escritura sem bens geralmente tem valor menor, e os honorários tendem a refletir a menor complexidade.

Quem paga os custos da dissolução?

Na dissolução consensual, o casal define no acordo como dividir as despesas. Na judicial, o juiz pode atribuir custas e honorários de sucumbência a uma das partes, conforme o resultado.

Fontes oficiais

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado.

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