Salário mínimo reajustado em 2026: novos valores de pensão alimentícia

A pensão alimentícia passa por alterações em 2026 devido ao reajuste do salário mínimo nacional. O aumento foi de 6,79% em relação ao valor de 2025, elevando o salário mínimo para R$ 1.621,00 (mil seiscentos e vinte e um reais), conforme o Decreto nº 12.797/2025. O reajuste está em vigor desde 1º de janeiro de 2026.

Como fica a pensão alimentícia em 2026?

A pensão alimentícia tem como objetivo garantir o custeio das necessidades básicas do filho, incluindo alimentação, saúde, educação e lazer. Em muitos casos, quem cuida da criança enfrenta dificuldades financeiras para arcar sozinho com essas despesas, e a inflação acumulada no período torna o reajuste relevante.

Sempre que o salário mínimo é reajustado, as pensões alimentícias fixadas com base nesse valor também sofrem alteração automática. Para 2026, o pagamento corrigido vale para quem paga a pensão com base em percentual do salário mínimo.

Importante: nos casos em que a pensão alimentícia foi acordada verbalmente, sem formalização judicial, não há obrigação legal automática de reajuste. Nesse cenário, recomenda-se buscar orientação jurídica para formalizar o acordo e resguardar os direitos da criança.

Como é feito o cálculo dos valores atualizados

O cálculo da pensão alimentícia segue o percentual definido judicialmente, aplicado ao valor atualizado do salário mínimo. Com base no salário mínimo de 2026 (R$ 1.621,00), os valores ficam assim:

  • 10% = R$ 162,10
  • 15% = R$ 243,15
  • 20% = R$ 324,20
  • 25% = R$ 405,25
  • 30% = R$ 486,30
  • 35% = R$ 567,35
  • 40% = R$ 648,40
  • 45% = R$ 729,45
  • 50% = R$ 810,50
  • 60% = R$ 972,60
  • 70% = R$ 1.134,70
  • 80% = R$ 1.296,80
  • 90% = R$ 1.458,90

Já para as pensões fixadas com base no salário do pai ou da mãe que paga, o cálculo continua relacionado à remuneração mensal dessa pessoa, e não ao salário mínimo.

E se o valor atualizado não for pago

Quando quem paga a pensão não realiza a atualização automática, quem recebe pode buscar orientação jurídica para exigir o ajuste. As medidas costumam incluir:

  1. Notificação extrajudicial: forma de solicitar amigavelmente a regularização dos valores.
  2. Ação de execução de alimentos: nesse caso, o juiz pode determinar a cobrança dos valores em atraso, acrescidos de multa, podendo, dependendo do caso, haver penhora de bens ou prisão civil do devedor.

Por que o reajuste é relevante

O ajuste anual não é apenas uma formalidade: ele ajuda a preservar o poder de compra da pensão alimentícia, especialmente em cenário de inflação. As despesas básicas de uma criança, como alimentação, saúde, educação e vestuário, tendem a aumentar a cada ano.

A ausência do reajuste pode impactar a qualidade de vida do filho, o que reforça a importância de manter o pagamento atualizado.

Como buscar ajuda para resolver conflitos

Em situações de descumprimento ou dúvidas sobre o reajuste da pensão alimentícia, pode ser útil buscar orientação jurídica. Um advogado que atua em Direito de Família pode analisar o caso, orientar sobre as medidas cabíveis e ajudar a formalizar acordos, dando mais segurança jurídica para ambas as partes.

Conclusão

O reajuste do salário mínimo impacta diretamente os valores das pensões alimentícias fixadas em percentual. Em 2026, o salário mínimo de R$ 1.621,00 traz um novo cálculo para essas pensões.

Vale ficar atento às mudanças e conferir se os pagamentos foram corrigidos. Se você enfrenta dificuldades para ajustar ou cobrar os valores, nossa equipe da Sarah Fiorot Advocacia, sob responsabilidade da Dra. Sarah Fiorot (OAB/ES 36.884), pode te ajudar a entender o seu caso. Conheça também nosso artigo sobre como funciona o cálculo da pensão alimentícia ou fale no WhatsApp com nossa equipe.

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